A Ford lançou no Brasil novas versões da picape Ranger voltadas ao trabalho, com carrocerias cabine simples e chassi. As configurações passam a integrar a linha Ranger XL e chegam ao mercado com preços a partir de R$ 248.600. A estratégia da montadora é ampliar a presença da picape em segmentos ligados ao agronegócio, empresas e operadores de frotas, áreas em que concorrentes como Toyota Hilux e Chevrolet S10 já atuam com esse tipo de configuração.
As novas opções chegam em um momento de crescimento da Ranger no país, especialmente entre clientes que utilizam o veículo para trabalho. Segundo a Ford, as vendas de versões voltadas a esse tipo de uso cresceram 71% no último ano, totalizando cerca de 6.200 unidades. O desempenho contribuiu para um aumento de 26% nas vendas da divisão Ford Pro, responsável pelos veículos comerciais da marca.
A oferta das configurações cabine simples e chassi também responde à presença consolidada de concorrentes nesse nicho. De acordo com executivos da Ford, o segmento de picapes de trabalho com carroceria chassi-cabine representa cerca de 19,3% das vendas, enquanto as versões cabine simples respondem por aproximadamente 18,5% do mercado.
Todas as versões utilizam o motor 2.0 turbodiesel Panther, produzido na Argentina desde 2025. O propulsor entrega 170 cavalos de potência e 41,3 kgfm de torque e pode ser combinado com câmbio manual ou automático de seis marchas. A transmissão automática 6R80, com conversor de torque, adiciona R$ 10 mil ao preço das versões.
Segundo a Ford, as configurações cabine simples e chassi-cabine registram consumo combinado de 10,7 km por litro, com média de 10 km por litro na cidade e 11,5 km por litro em rodovias. O tanque de combustível tem capacidade para 80 litros, permitindo autonomia estimada de até 860 quilômetros entre abastecimentos.
Apesar do foco no trabalho, as novas versões trazem uma lista de equipamentos semelhante à da Ranger XL cabine dupla. Entre os itens estão sete airbags, painel de instrumentos digital de 8 polegadas, central multimídia SYNC 4, ajuste elétrico dos retrovisores, acendimento automático dos faróis e comandos de áudio e piloto automático no volante.

O visual das versões segue uma proposta mais simples. Grade e para-choque são totalmente pretos e os faróis utilizam iluminação halógena. Elementos externos como retrovisores, maçanetas e molduras das caixas de roda não possuem pintura. As rodas são de aço, aro 16 polegadas, com pneus 255/70 R16 All Terrain.
A Ford também prevê diferentes possibilidades de personalização para os clientes. Empresas parceiras poderão realizar implementações certificadas pela Ford Pro, com adaptações voltadas a diferentes tipos de atividade. Atualmente, entre nove e treze implementadoras estão habilitadas a realizar esse tipo de modificação.
Outro recurso disponível é o Módulo de Integração com SYNC, conhecido como SIM. O sistema permite que comandos e funções de equipamentos instalados no veículo sejam integrados diretamente à central multimídia de 10 polegadas, eliminando a necessidade de painéis ou controles adicionais.
Em dimensões, a Ranger cabine simples e chassi-cabine têm 5.370 mm de comprimento, 1.910 mm de largura, 1.880 mm de altura e entre-eixos de 3.270 mm. A capacidade de imersão é de 800 mm. A versão cabine simples possui caçamba com volume de 1.690 litros e capacidade de carga de até 1.223 kg na transmissão manual ou 1.170 kg na automática. Já a configuração chassi-cabine suporta até 1.371 kg na versão manual e 1.318 kg na automática.
A Ford afirma que esses números superam alguns concorrentes diretos. Como comparação, a Toyota Hilux cabine simples possui capacidade de carga de 1.005 kg e volume de caçamba de 1.580 litros. Na configuração chassi-cabine, o modelo da marca japonesa suporta até 1.190 kg.
As novas versões da Ranger XL chegam ao mercado com garantia de cinco anos. Para veículos utilizados em condições severas, a cobertura considera limite de até 100 mil quilômetros.
Foto: Divulgação

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