A BYD confirmou que lançará o novo BYD Song Pro em junho de 2026 no Brasil, com produção em Camaçari, já como linha 2027, trazendo visual atualizado e motorização híbrida plug-in adaptada ao etanol. O anúncio foi realizado durante o Salão de Pequim e integra a estratégia da fabricante de ampliar sua presença industrial no país e alinhar seus produtos às condições do mercado brasileiro.
O modelo chega com mudanças concentradas no design frontal, que passa a adotar a linguagem Dragon Face, com faróis mais estreitos interligados por uma barra cromada, além de novo para-choque e entradas de ar redesenhadas. A traseira segue próxima do padrão atual, indicando uma atualização focada na identidade visual global da marca sem alterações estruturais profundas. As dimensões permanecem praticamente inalteradas.
Na parte mecânica, a BYD manteve a base já conhecida ao combinar um motor 1.5 aspirado a um propulsor elétrico, com potência combinada de até 235 cavalos. A principal novidade está na adaptação do sistema para operar com etanol e gasolina, movimento que aproxima a tecnologia híbrida plug-in da realidade brasileira e amplia o potencial de aceitação do modelo. A bateria segue com capacidade de 18,3 kWh, mantendo o foco em eficiência energética e uso urbano.

O lançamento também marca um avanço relevante na estrutura industrial da empresa no Brasil. A produção será concentrada em Camaçari, onde a fabricante já concluiu parte significativa dos galpões de solda, pintura e estamparia, com as obras atingindo cerca de 70 por cento de execução. Enquanto isso, a montagem atual continua em regime SKD em um complexo de aproximadamente 160 mil metros quadrados.
A operação já funciona com um turno ativo, emprega milhares de trabalhadores e alcança uma produção diária de cerca de 420 veículos. A expectativa é que a evolução das etapas industriais amplie a capacidade produtiva e aumente o nível de nacionalização, o que tende a reduzir custos e fortalecer a competitividade da marca no país.
Ao apostar no Song Pro híbrido flex como peça central de sua estratégia, a BYD sinaliza uma leitura clara do mercado brasileiro, onde a eletrificação avança, mas ainda convive com limitações de infraestrutura. A combinação entre tecnologia elétrica e uso de etanol posiciona o modelo como uma solução intermediária, capaz de acelerar a transição energética sem depender exclusivamente de pontos de recarga.
Foto: Divulgação

Leave a Reply