A Geely intensificou em 2026, sua estratégia global para ampliar a participação no mercado automotivo e reduzir a vantagem da BYD. Para isso, a empresa combina diversificação de portfólio, expansão internacional e fortalecimento industrial, com atuação relevante também no Brasil. O movimento ocorre após a companhia registrar resultado financeiro recorde em 2025, o que levou à revisão de metas e ao aumento da ambição comercial diante da concorrente direta.
Com faturamento de 345,2 bilhões de yuans, equivalente a cerca de R$ 262,8 bilhões, a Geely passou a projetar a venda de 3,45 milhões de veículos em 2026. O volume se aproxima dos 3,55 milhões de unidades comercializadas pela BYD no ano anterior, indicando um cenário de disputa mais acirrada entre as duas fabricantes chinesas no mercado global.
A estratégia da Geely se diferencia pela manutenção de um portfólio diversificado, com forte presença de veículos a combustão e híbridos, além de modelos eletrificados. Esse posicionamento permitiu à montadora assumir a liderança em volume total de vendas no primeiro bimestre de 2026, em um contexto em que a eletrificação avança de forma desigual entre os mercados.
No plano internacional, a empresa projeta comercializar 750 mil unidades fora da China ao longo de 2026 e ampliar sua rede para 1.300 concessionárias. A expansão inclui o avanço das marcas Galaxy e Lynk & Co na Europa, apoiado por sinergias tecnológicas com empresas do grupo, como Volvo, Smart e Lotus.
No Brasil, a estratégia ganha relevância com a parceria firmada com a Renault no projeto Horse. A produção será concentrada no complexo industrial de São José dos Pinhais, onde estão previstos os modelos EX2 e o híbrido EX5.
Foto: Reprodução/Governo do Paraná

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