Novo cinto da Volvo usa sensores e pressiona rivais por carros mais seguros

Novo cinto da Volvo usa sensores e pressiona rivais por carros mais seguros

A Volvo revelou um novo cinto de segurança inteligente que estreia no Volvo EX60 ainda neste ano e promete elevar o nível de proteção em colisões ao adaptar a força de retenção conforme o perfil físico do ocupante e o tipo de impacto. A tecnologia foi apresentada recentemente em testes com a imprensa e reforça uma mudança importante na indústria automotiva, que começa a tratar segurança como um sistema digital conectado, e não apenas como um componente mecânico.

O novo cinto utiliza câmeras, radares e sensores internos para identificar características como altura, peso e posição corporal dos passageiros. Com isso, o sistema ajusta automaticamente a intensidade do travamento durante o acidente. Segundo a Volvo, os modelos atuais mais avançados da marca trabalham com apenas três perfis de resposta, enquanto a nova geração opera com 11 variações diferentes, aumentando a precisão da proteção.

Durante as demonstrações feitas pela fabricante sueca, o sistema mostrou uma resposta mais gradual em comparação com os cintos convencionais, reduzindo o impacto percebido pelo corpo. A proposta é minimizar lesões causadas pelo próprio equipamento em situações envolvendo idosos, pessoas mais frágeis ou mulheres grávidas, cenário em que um travamento excessivamente rígido pode provocar hematomas, fraturas e outras lesões.

O processamento das informações é feito pelo HuginCore, central eletrônica responsável por interpretar, em tempo real, os dados captados pelos sensores do veículo. A Volvo afirma que o sistema também poderá evoluir por meio de atualizações remotas, permitindo aperfeiçoamentos contínuos ao longo da vida útil do carro.

A novidade também expõe uma limitação histórica da indústria automotiva. Apesar do avanço em conectividade e assistência à condução, boa parte dos veículos ainda utiliza sistemas de retenção desenvolvidos para padrões físicos considerados médios, com pouca adaptação individual. Segundo a Volvo, pesquisas realizadas desde os anos 1970 com acidentes reais ajudaram a mostrar que diferenças físicas entre ocupantes exigem respostas mais específicas em colisões.

Além da proteção dos passageiros, a montadora sueca afirma que também vem estudando impactos específicos envolvendo veículos elétricos, principalmente colisões contra postes e árvores que possam comprometer as baterias de alta tensão. O movimento reforça como a segurança deve ganhar ainda mais relevância estratégica no setor automotivo nos próximos anos, principalmente na disputa tecnológica entre fabricantes.

Foto: Divulgação

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