Carro elétrico mais barato do Brasil muda em 2026; veja o ranking

Carro elétrico mais barato do Brasil muda em 2026; veja o ranking

O ranking dos carros elétricos mais baratos do Brasil mudou em 2026 após a saída do Renault Kwid E-Tech da liderança histórica do segmento de entrada. A nova configuração passou a ser dominada principalmente por marcas chinesas, em um momento de forte expansão dos veículos eletrificados no país, com cortes de preços, chegada de novos modelos e aumento da disputa na faixa entre R$ 120 mil e R$ 180 mil.

O movimento mostra como as fabricantes chinesas aceleraram sua presença no mercado brasileiro enquanto montadoras tradicionais ainda tentam reposicionar suas estratégias para a eletrificação. Além do aumento da concorrência, o consumidor passou a encontrar modelos com maior autonomia, mais equipamentos e desempenho superior em relação aos primeiros elétricos lançados no país.

O JAC E-JS1 assumiu a posição de elétrico mais barato do Brasil, custando R$ 119.900. Com bateria de 30,2 kWh, autonomia de 161 quilômetros e motor de 61 cv, o hatch segue voltado ao uso urbano, mas já perdeu competitividade diante dos rivais mais modernos. O reflexo apareceu nas vendas. O modelo caiu de 1.225 unidades em 2024 para 536 em 2025, retração de 56,2%.

Logo atrás aparece o BYD Dolphin Mini, vendido por R$ 119.990. Com bateria de 38,8 kWh, autonomia de 280 quilômetros e motor de 75 cv, o hatch se consolidou como o elétrico mais vendido do Brasil. Em 2025, o modelo avançou de 21.945 para 32.458 unidades emplacadas, crescimento de 47,9%, reforçando a estratégia agressiva da BYD no segmento de entrada.

Na terceira posição está o Geely EX2, vendido por R$ 123.800. O hatch aposta em porte maior, motor de 116 cv e autonomia de 289 quilômetros, posicionando-se acima dos city cars elétricos tradicionais. O modelo estreou no ranking brasileiro com 2.442 unidades vendidas em 2025 e reforça a ampliação da ofensiva chinesa no país.

A Chevrolet entrou na disputa com o Spark EUV, vendido por R$ 169.990. Equipado com bateria de 42 kWh, autonomia de 258 quilômetros e motor de 101 cv, o modelo representa a tentativa da General Motors de recuperar espaço no segmento de elétricos compactos. O hatch registrou 1.563 unidades emplacadas em 2025.

Fechando a lista aparece o BYD Dolphin GS, vendido por R$ 149.990. O hatch oferece bateria de 44,9 kWh, autonomia de 291 quilômetros e motor de 95 cv. As vendas ficaram praticamente estáveis entre 2024 e 2025, passando de 15.201 para 15.215 unidades. O resultado mostra que o Dolphin Mini assumiu o papel de modelo de entrada da BYD, enquanto o Dolphin tradicional passou a ocupar uma faixa superior dentro da estratégia da marca.

Entre os modelos analisados, o BYD Dolphin Mini surge como a compra mais equilibrada do segmento. Custando apenas R$ 90 a mais que o JAC E-JS1, o hatch entrega bateria maior, autonomia significativamente superior, mais desempenho e um pacote mais moderno. O modelo também leva vantagem pela rede de atendimento, volume de vendas e maior liquidez no mercado. O Geely EX2 aparece como alternativa competitiva pelo conjunto de potência, espaço e autonomia, mas o Dolphin Mini ainda oferece hoje a melhor relação entre preço, tecnologia e viabilidade de uso no dia a dia.

Foto: Divulgação

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