A Nissan confirmou, em Yokohama, no Japão, que lançará na América Latina ainda em 2026 a nova picape Frontier Pro, desenvolvida em parceria com a Dongfeng, como parte de sua estratégia global de reestruturação e eletrificação da linha de veículos. O anúncio foi feito durante a apresentação dos planos da montadora para os próximos anos, que incluem redução do portfólio, ampliação de modelos eletrificados e adoção de novas tecnologias.
A iniciativa ocorre em um momento de reorganização da empresa, que busca recuperar competitividade por meio de maior eficiência produtiva e alinhamento com a transição do setor automotivo para veículos híbridos e elétricos. Nesse contexto, a Frontier Pro surge como um dos produtos centrais dessa estratégia, com produção na China e foco em novas soluções de motorização. A estreia na região deve ocorrer inicialmente no México, enquanto o modelo já passa por testes de homologação no Brasil, embora ainda não haja confirmação oficial de venda no país.

Revelada globalmente no Salão de Xangai de 2025, a nova picape é baseada na Dongfeng Z9 e não tem relação com a atual Frontier comercializada no Brasil. O modelo aposta em um sistema híbrido plug-in, embora também existam versões com motor a combustão. A configuração híbrida combina motor 1.5 turbo a gasolina com propulsor elétrico traseiro e bateria de 33 kWh, entregando 435 cavalos de potência e torque de 81,5 kgfm no mercado chinês, além de capacidade de reboque de até 3.500 quilos.
A autonomia em modo elétrico atinge 131 quilômetros no padrão europeu, enquanto o alcance combinado chega a 1.050 quilômetros. No Brasil, esses números devem ser menores devido aos critérios locais de medição. A picape conta ainda com câmbio DHT de quatro marchas e peso aproximado de 2,5 toneladas, além de dimensões superiores às do modelo atual, com 5,52 metros de comprimento, 1,96 metro de largura, 1,95 metro de altura e entre-eixos de 3,30 metros.

No interior, o veículo apresenta configuração com duas telas, sendo uma de 10 polegadas para o quadro de instrumentos e outra de 14,6 polegadas para a central multimídia. O conjunto inclui comandos físicos abaixo do display principal e console elevado com funções da tração, do sistema híbrido e da transmissão, além de volante de dois raios com o nome da marca por extenso.

A definição de preço será determinante para a aceitação no mercado brasileiro, ainda dominado por picapes a diesel. Estimativas apontam valor na faixa de 350 mil reais, considerando a importação sem incentivos. Na China, a versão híbrida é vendida por cerca de 250 mil yuans, o equivalente a aproximadamente 187 mil reais na conversão direta, sem impostos.
Foto: Divulgação

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