Novo Tiguan chega ao Brasil com 272 cv, mas preço de R$ 299 mil vira obstáculo

Novo Tiguan chega ao Brasil com 272 cv, mas preço de R$ 299 mil vira obstáculo

A Volkswagen lança, em maio de 2026, no Brasil, a terceira geração do Tiguan com foco em desempenho, nova proposta de cabine e pacote tecnológico atualizado, em uma tentativa de reposicionar o utilitário esportivo em um mercado que tem priorizado SUVs híbridos, principalmente de marcas chinesas. O modelo chega com motor 2.0 turbo de 272 cv e preço próximo de R$ 299 mil, fator que pode influenciar sua competitividade no segmento.

Desde a chegada ao país, em 2009, importado da Alemanha, o Tiguan passou por diferentes fases, com mudanças de motorização e configuração ao longo dos anos. O modelo teve versões menos potentes, com tração dianteira, enfrentou interrupção nas vendas em 2021 e perdeu espaço para concorrentes em um segmento que se tornou mais competitivo e tecnológico.

Na nova geração, o SUV mantém a proposta de desempenho como principal diferencial. O conjunto mecânico inclui motor 2.0 turbo com 272 cv e 35,7 kgfm de torque, associado a um câmbio automático de oito marchas e tração integral com sistema Haldex, responsável por distribuir a força entre os eixos para melhorar a estabilidade e a condução.

O design foi atualizado, com nova dianteira, iluminação reformulada e grade ampliada. As rodas de 19 polegadas reforçam a proposta visual, enquanto a traseira recebe uma faixa de LED que atravessa toda a tampa.

No interior, o modelo apresenta mudanças relevantes na proposta da marca. A cabine adota acabamento com detalhes em madeira, superfícies em preto brilhante e central multimídia com tela flutuante. O painel de instrumentos é digital e há um comando rotativo com minitela que permite controlar a iluminação interna, os modos de condução e funções do sistema de som.

A ergonomia também foi revista, com a alavanca de câmbio posicionada na coluna de direção, liberando espaço no console central. O volante mantém comandos físicos, substituindo soluções sensíveis ao toque, decisão alinhada à estratégia global da empresa, defendida pelo CEO Thomas Schäfer, que prioriza usabilidade e simplicidade.

Apesar das atualizações, o modelo não oferece mais a opção de sete lugares, presente em versões anteriores, e apresenta capacidade de porta-malas de 423 litros pelo padrão VDA e até 459 litros no volume máximo teórico. Os números ficam abaixo de concorrentes na mesma faixa de preço, como o GWM Haval H6 PHEV 19, que registra 560 litros.

No pacote de segurança, o Tiguan conta com 12 sistemas ativos de assistência à condução, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência. O modelo também possui sete airbags e classificação máxima em testes de colisão.

Ao priorizar desempenho e dirigibilidade em vez da eletrificação, a Volkswagen adota uma estratégia distinta em um mercado que avança para soluções híbridas e elétricas, cenário que pode influenciar o posicionamento do Tiguan diante dos concorrentes.

Foto: Divulgação/Volkswagen

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