Ferrari prepara SUV elétrico mais caro do mundo e muda lógica do luxo

Ferrari prepara SUV elétrico mais caro do mundo e muda lógica do luxo

A Ferrari prepara para 2025 o lançamento do Luce, seu primeiro veículo 100% elétrico, que chegará ao mercado com preço inicial estimado em US$ 647 mil, cerca de R$ 3,5 milhões. O modelo nasce com a proposta de redefinir o teto dos utilitários de luxo e se posicionar como o elétrico mais caro do mundo, movimento que marca a entrada definitiva da marca na era da eletrificação em resposta à transformação tecnológica do setor automotivo global.

O valor projetado coloca o novo SUV acima do Ferrari Purosangue, atualmente oferecido a partir de US$ 430 mil, evidenciando uma mudança relevante na estratégia da fabricante. Ao substituir o tradicional motor V12 aspirado por um conjunto movido a baterias, a Ferrari altera um dos pilares históricos de sua identidade para priorizar desempenho técnico e sofisticação digital. A expectativa é que o sistema elétrico ultrapasse 1.000 cv, mantendo o padrão de performance associado à marca mesmo sem a presença da motorização a combustão.

No cenário internacional, o Luce deve se destacar não apenas pela proposta, mas pelo posicionamento extremo de preço. A estimativa supera modelos de alto desempenho como o Porsche Taycan Turbo GT e o Lucid Air Sapphire, além de ultrapassar utilitários tradicionais do segmento de ultraluxo, como o Rolls-Royce Cullinan Black Badge. O movimento indica que a eletrificação, no topo do mercado, deixa de ser apenas uma alternativa tecnológica e passa a ser incorporada como elemento central de exclusividade e valor.

O projeto do Luce também reforça a aproximação entre a indústria automotiva e o universo da tecnologia ao contar com a colaboração de Jony Ive. A proposta inclui uma cabine com estética retrô combinada a soluções digitais avançadas, ampliando o conceito de luxo para além da performance e incorporando experiência e interação como parte do produto.

Para sustentar essa nova fase, a Ferrari inaugurou recentemente o e-building em sua sede histórica, estrutura dedicada à produção de motores elétricos, inversores e baterias, além de servir como linha de montagem dos futuros modelos eletrificados. A estratégia mantém a produção limitada como forma de preservar a exclusividade, o valor de revenda e o caráter colecionável dos veículos, mesmo diante da mudança tecnológica.

Com possibilidade de variação de até 10% no preço final, dependendo do nível de personalização, o Luce surge como um marco na transição energética da indústria italiana. Ao posicionar seu primeiro elétrico no topo absoluto do mercado, a Ferrari não apenas amplia seu portfólio, mas também redefine o papel da eletrificação no segmento de luxo, sinalizando que o futuro da mobilidade de alto padrão passa a ser construído também sobre silêncio, tecnologia e escassez.

Foto: Ferrari/Divulgação

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